O juízo

O álibi da equidistância

O juízo recusa a condenação prévia.

11 de junho de 2026 · Publicado originalmente em Blog pessoal · Ver original

Numa época embriagada de absolutos, a renúncia a julgar disfarça-se de prudência. Fórmulas como «todos são igualmente maus», «a culpa é compartilhada» ou «a verdade está no meio» aparentam sabedoria e neutralidade superior.

Essas frases encobrem seu próprio reverso: operam como álibis desenhados para clausurar a exigência do pensamento e a responsabilidade do juízo.

Do capítulo Hannah Arendt

O juízo que não se deixa julgar já deixou de ser juízo: tornou-se palavra de ordem.

Do livro A Razão Sitiada.


Eco doutrinal: capítulo Hannah Arendt de A Razão Sitiada de Jimmy Baikovicius

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